Comunicação, finalmente, começa a ser vista como ativo estratégico

23 de julho de 2024

O dia hoje começou com uma leitura que me levou de volta há 15 anos, quando recebi uma das maiores lições sobre #cultura de um presidente de conselho.

Cultura é um transatlântico, Cecília. Todas as ações que nós estamos fazendo hoje talvez surtam efeito quando nem eu, nem você, estaremos mais aqui para ver o resultado.

Ela se deu no cenário de desenvolvimento de um projeto que eu lutava para que tivesse um componente top down, e ele dizia que eu teria que quebrar pedra sozinha mesmo.

Foi exatamente nessa época que eu passei a atuar com comunicação e sustentabilidade de mãos dadas para guiar meu raciocínio para tomada de decisões, assim como a me incomodar com a ausência desses saberes como prioritários nos conselhos e C-levels.

Foi esse incômodo que motivou minha entrada na sala daquele conselheiro experiente.

A realidade se impõe

Desde então, venho trabalhado para fomentar a discussão dentro das empresas, seja por meio da atuação direta com esses públicos, em consultorias e como conselheira consultiva, seja por meio do aumento do senso crítico nas pessoas que compõem uma organização, desenvolvendo-as e ampliando o olhar sobre a comunicação nossa de cada dia, como gosto de chamar.

Recomendo bastante a leitura do artigo publicado por Richard Marshall e Peter McDermott no site da Korn Ferry. Nele, eles partem de um problema, que é o fato de que os stakeholders terem passado a responsabilizar conselhos de administração e C-levels pela gestão da reputação.

E estimativas indicam que a reputação representa até 25% do valor de mercado de uma empresa.

Esse contexto tem pressionado o movimento de ampliar a participação dos CCOs, ou chief communication officers, nessas esferas de discussão, considerando suas visões na tomada de decisões sobre transformação empresarial e cultural.

A cada dia que passa eu entendo mais profundamente a lição daquele conselheiro.

Esse entendimento é fundamental para seguir guiando minha atuação e ampliando minhas posições para que possamos amadurecer a visão sobre gestão, impactos, responsabilidades e accountability.

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