Cecília Seabra

Como trabalhar assertividade e senso de impacto quando não nos comunicamos só com pessoas?

1 de julho de 2024

Esse foi o contexto da discussão que tive a oportunidade de conduzir na primeira edição do HR Leaders Summit, realizado em 27/6, a convite da B2B Match e da HSM, com CEOs, CHROs e CTOs de companhias que estão se movimentando nessa agenda.

🚨 Por que isso é importante

O contexto trazido pelo último relatório da OCDE sobre o impacto da IA nas profissões aponta que quanto maior é o impacto em uma carreira, menor é a demanda por habilidades humanas, como as cognitivas, sociais, linguagens, atitudes e comunicação.

⚠ Só que de 50 a 60% do nosso tempo no trabalho está voltado para comunicação…

Ainda que sua atuação passe longe desse campo, você, sim, se comunica o tempo todo — para defender um projeto, orçamento, uma ideia, engajar pessoas, negociar…

Assim que abrir mão dessas habilidades é preocupante. Também é preciso clareza sobre qual o papel da IA para cada negócio, visto que são ainda muito poucas as empresas que trouxeram o tema para sua governança, ética e impactos.

Como preparar as pessoas para as oportunidades que podem ser geradas pela IA se o tema ainda é ponto de dissonância nas altas lideranças?

Vejam só:

🛑 Pesquisa da IBM com CEOs, agora, em 2024, apontou que 72% veem a disrupção da IA como um risco e não como uma oportunidade e 59% que não estão dispostos a sacrificar a eficiência operacional para impulsionar maior inovação, dentre outros resultados.

🤖 Já o Work Trend Index Annual Report 2024, produzido pelo LinkedIn e pela Microsoft, evidenciou que 78% das pessoas que usam IA fazem isso também no trabalho. E só 39% das que usam disseram ter recebido treinamento.

🎬 Caminhos possíveis

Venho trabalhando uma abordagem que foca no senso de impacto a partir da ampliação do entendimento sobre públicos — e a IA é parte deles.

No Summit, discutimos essa abordagem e tivemos a oportunidade de testar o quanto não priorizar a comunicação representa perdas na eficiência operacional, por exemplo, no lidar com pessoas, com a tecnologia e com as IAs.

Apoiar CHROs e áreas de desenvolvimento para que tenham alternativas para revisitar suas agendas, ampliando os escopos planejados para que contemplem abordagens mais alinhadas à realidade das pessoas, sem a necessidade de esperar virar o orçamento para, então, dar conta de temas urgentes, é o objetivo.

E tem sido maravilhoso construir essas possibilidades em diferentes níveis.

Está claro que as pessoas não vão esperar pelas empresas para adotarem a IA para aquilo que julgarem oportuno — alou gestão de riscos!

Se quiser saber mais sobre como funcionam esses treinamentos, vamos conversar!

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