Blog da Ceci

Discussões sobre tendências, carreira e trabalho em Comunicação, para pensar e discutir

Antes de desdenhar da pergunta, saiba que o medo do networking é um sentimento muito comum em estudantes e jovens profissionais.
 
Como começar uma conversa?
Como me aproximar daquela pessoa admirada e que está lá na frente na carreira?
E se a pessoa é tímida, então, não é medo do networking, e sim de se expor, de se aproximar no geral.
(acreditem, eu sei exatamente do que eu estou falando, do meu lugar de quem já chorou para responder presente na sala e faltou aula uma semana porque não conseguia encarar os amigos)
 
Especificamente na minha área, a Comunicação, a pressão é ainda maior. Para quem olha de fora, só tem gente descoladérrima. E é aí que entram em cena os estereótipos. Eles contribuem demais para aumentar o receio e o bloqueio de buscar aquele contato desejado.
 
Como assim você tem dúvidas sobre como iniciar um contato?
É uma reação muito comum de encontrar e, do outro lado, uma pessoa retraída porque se sente incapaz.
reação de quem recebe a pergunta sobre como não consegue iniciar um contato

Não é só você que não gosta de levar uma chamada.

Preparação para ajudar a perder o medo do networking

Anotem aí algumas dicas para melhorar essa comunicação. Elas permeiam minhas conversas com mentorandos, alunas, alunos, alunes: 
 
O que você quer?
É aquela história: antes de sair por aí andando cada hora em uma direção, defina sua área de atuação ou desenvolvimento. Especialmente para estudantes, que ainda não conhecem todas as oportunidades para a comunicação, esta normalmente é uma dificuldade, porque não vale responder qualquer coisa. 
Então, é super recomendável traçar um objetivo, nem que seja de curto prazo, ok? Um exemplo: você curte comunicação corporativa? Sua prioridade, neste caso, é seguir agências e empresas com as quais você se identifica e os profissionais que atuem nessas agências e empresas. Estagiários, analistas, coordenadores, gestores e demais lideranças, das áreas de comunicação e gente e gestão, ou RH, são seu foco.
É uma forma de ter contato com as culturas dessas organizações e conhecer melhor como funcionam.
Quem é você e por que dar atenção à sua marca?
Se você ainda não parou para conhecer a sua identidade e seu posicionamento, conhecer por que você trabalha no que está se formando ou já atuando, e em que medida se diferencia das demais pessoas que fazem a mesma coisa que você, para tudo e vai assistir o resumo de uma oficina que eu fiz no finalzinho de 2020 sobre este tema.
Faça os exercícios propostos e aí vai ficar fácil responder a pergunta: por que você?
Como se posicionar?
Tem conteúdo estendido para perder o medo do networking sim! A live sobre posicionamento profissional que eu fiz no início de abril pode ajudar você a avançar no tema.
Porque uma vez que você tem ideia de em qual área, ou quais áreas, deseja estar, se sabe quem é e quais os diferenciais que tem, fica mais possível estabelecer um rol de assuntos sobre os quais você vai falar e que são coerentes com a sua experiência. Ou seja, assuntos que trabalham a sua imagem de acordo com a sua identidade e a sua reputação ancorada em credibilidade.
Ai, Ceci, eu estou no meio da faculdade, que experiência eu tenho?
Resposta: a de 20, 20 e poucos anos de vida e como você percebe a área em que está se formando e pretende atuar, além de outras coisas que uma mentoria pode te ajudar a construir e utilizar.
Importante: neste momento, você também deverá eleger o seu foco, ou seja, sua rede prioritária. Não dá para ser competente e 100% em linha com as boas práticas de todas as redes, então, a depender da sua área e de onde está a audiência e os públicos que você quer, seu foco será o LinkedIn, ou Instagram, TikTok etc. Certo?

Hora de colocar em prática

Produza algum conteúdo.
Como fazer com que as pessoas das quais você vai se aproximar conheçam quem você é?
Para isto, algum conteúdo é fundamental. Equilibre suas postagens na rede em que você está focando, fale de temas que projetem o seu posicionamento. Não force a barra para parecer quem você não é, ok? Storytelling mole para boi dormir pode até arrancar engajamento e likes, mas não vai passar muito disso.
O mais recomendável é manter o foco em um networking real, que seja capaz de gerar resultado (conhecimento, troca, oportunidade de trabalho). Não trabalhamos com inflação de ego, ok?
Nada de bajulação e “pedição”
Não vá sair pedindo de cara! É desagradável e muitas vezes coloca o outro/a/e lado numa situação constrangedora. Inicie o relacionamento, interaja e quando chegar aquela oportunidade de vaga na mesma empresa, ou você quiser perguntar alguma coisa, receber uma dica, marcar um café, já não será um primeiro contato.
Seguidos os passos anteriores, antes de pedir, você vai interagir, de maneira focada no seu posicionamento.
Interaja com quem você admira, lembrando que as diferenças entre vocês são os anos de experiência e, muitas vezes, oportunidades. Do seu lugar, é possível iniciar conversas interessantes. Não se coloque numa posição de subserviência, mas cuidado para não parecer prepotente. Vale a máxima da empatia: se coloque no lugar do outra/o/e e pense em algo que você gostaria de ver/ouvir.
E se ela/ele/ile não me responder?
Neste caso, reavalie a imagem que você tem da pessoa. Será que ela/ele/ile é mesmo tudo isso, ou só mais alguém que ascendeu na carreira e se esqueceu de que também é gente?
E vida que segue! As redes estão cheias de pessoas generosas no compartilhamento de experiências, conteúdos, dicas, apoio e troca. Reavalie seu foco e, muito honestamente, nada de perder tempo com quem não vale a pena.
vamos seguir a conversa?

Vamos seguir essa conversa e perder o medo do networking?

Se quiser falar comigo sobre isto, me manda uma mensagem. Eu mesma demorei muitos, muitos anos até perder o receio de puxar conversa com quem me interessa.

Sim, era tímida que doía e, aos poucos, fui encontrando maneiras de não deixar a timidez e a insegurança que me acompanhavam dia a dia me impedirem de fazer o que eu estava afim.

E se você gostou desse conteúdo, compartilha com quem acha que também possa ter interesse, e vamos em frente!

 

Por Cecília Seabra

Por Cecília Seabra

Jornalista, consultora, mentora, pesquisadora, docente e apaixonada pela Comunicação. Mãe de gente e mãe de bicho. Atuo há 21 anos na área, com experiência que é resultado de passagem por todos os cargos e funções em agência, gerenciamento de crises, além de coordenação e gestão de comunicação e sustentabilidade em marcas líderes nos seus segmentos.

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