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Oportunidades para comunicação de marca

jul 2020 | Comunicação, Conteúdo, Estratégia, Inovação, Jornalismo, Marketing, Mídias, Oportunidade, Tendência, Trabalho

Como identificar oportunidades para comunicação de marca num mundo de excesso de informação e conteúdo? A dica de ouro não é nenhuma novidade: exercitar os olhares estratégico e empático. Mas afinal, você sabe o que significam?

Vamos lá: esses olhares são o pulo do gato (quem gostar mais de catioro, fique à vontade) para tratarmos a comunicação como interdisciplinar, que deve ser pensada a partir das demandas da sociedade em relação à atuação da organização, como você pode ler aqui

É sempre bom lembrar de que sempre estamos falando de estratégia, da fundação, da base de um trabalho que, estruturado, vai gerar resultados. E vamos lembrar também de que tudo isso é vivíssimo, na velocidade que traz a tecnologia para nossa vida em sociedade. 

Ainda, que esse é o segundo passo de uma metodologia composta por quatro etapas. Nesse post você viu a primeira, como mapeamos o que interessa para a sociedade (o interesse público), o que interessa para as pessoas que nos interessam (os públicos) e o interesse da organização (a marca). Agora, é a hora de explorarmos as interseções e, para isso, vou reproduzir novamente a imagem usei no post sobre definição de território. Atenção: nosso foco de oportunidades para comunicação de marca será nas áreas brancas. 

Passo 1

Começamos pela interseção entre interesse público e dos públicos de relacionamento (1). Para isso, claro, você já terá mapeado os públicos. TO-DOS.  Lembrando que público de relacionamento não são só aquele que você quer que seja, e sim todos os grupos que são afetados pela atuação da empresa. Isto porque, como falamos no post sobre definição de território, estratégia boa é aquela que inclui gestão de risco e crise, e não só o lado promocional da marca. 

Tudo mapeado, você vai fazer a seguinte pergunta: em que medida o que a organização faz ou produz diz respeito dos pontos de vista positivos e negativos ao que é de interesse público considerando…?

  • Público a;
  • b;
  • c;
  • Etc. etc. etc.

Passo 2

Depois, é a vez da interseção entre interesse público e interesse da organização (2). Aí o exercício será em cima da pergunta “em que medida o que a organização faz ou produz diz respeito dos pontos de vista positivos e negativos ao que é de interesse público considerando…?

  • Cidade (territórios geográficos nos quais está inserida)
  • Sociedade (diversidade, gestão de impactos, cadeia de valor)
  • Ambientes (sustentabilidade, accountability, ou prestação de contas)

Passo 3

Por último, mas não menos importante, será a vez de focar na interseção entre o interesse da organização e dos públicos de relacionamento (3). Para te ajudar, a pergunta guia é “em que medida o que é importante para a organização diz respeito dos pontos de vista positivos e negativos aos interesses dos públicos de relacionamento considerando…?”

  • Demandas por qualidade de vida;
  • por saúde;
  • conhecimento;
  • trabalho;
  • entre outras a serem mapeadas de acordo com cada um dos públicos. 

No centro delas (bolinha rosa) vai estar o foco das mensagens institucionais com vistas à reputação e imagem corporativa, campo no qual deverá ser estruturada a estratégia de conteúdo e posicionamento, que, uma vez definida, deverá ser desdobrada de acordo com os públicos aos quais se destina. São as melhores opções e oportunidades para comunicação de marca.

Levanta da cadeira, sai de trás da tela

É importante dizer que esse exercício a gente não faz sozinho. A gente faz ouvindo as pessoas, indo até os locais onde estão, compreendendo de fato o que é importante para elas. Isto é empatia. Isto é o que vai garantir que você vai centrar seu discurso no que realmente importa. Para a empresa? Não, para todos os interessados. 

Fazendo isso você também garante um bom mapa inicial de riscos e pontos sensíveis, que terão que ser considerados na estratégia. Afinal, estamos falando de trabalhar a identidade da marca, para promover positivamente sua imagem e resultar em uma boa reputação.

E depois, faço o quê?

Essa etapa é parte de uma metodologia que posiciona a comunicação para além da função de intermediário ou meio entre a organização e seus públicos: a comunicação como elo entre as demandas da sociedade e os objetivos estratégicos da marca. Vimos aqui a etapa 1: definição de território, e estamos na etapa 2: identificação e oportunidades: olhares estratégico e empático. As próximas são:

3. conteúdo e posicionamento institucional

4. geração de conversas com públicos (canais)

Quer continuar na leitura? Bora nos links acima. Recomendo também a temporada 1 do podcast Comunicação nossa de cada dia. Lá, toda segunda-feira de agosto terá um episódio novo com uma das etapas para você perceber melhor como eu faço.

Dúvidas ou bate-papo? Deixa aqui sua mensagem ou então me chama no LinkedIn. E se quiser arregaçar as mangas e estudar mais, dá uma olhada nos cursos que a gente pode organizar.

Por Cecília Seabra

Por Cecília Seabra

Jornalista, consultora, mentora, pesquisadora, docente e apaixonada pela Comunicação. Mãe de gente e mãe de bicho. Atuo há 21 anos na área, com experiência que é resultado de passagem por todos os cargos e funções em agência, gerenciamento de crises, além de coordenação e gestão de comunicação e sustentabilidade em marcas líderes nos seus segmentos.

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