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Marketing de conteúdo é Jornalismo? É Publicidade? É Branding? Sim, Sim, Sim*

fev 2019 | Adaptação, Comunicação, Conteúdo, Inovação, Jornalismo, Marketing, Publicidade, Tendência

* Texto publicado originalmente no BlackBox, de Mônica Rodrigues (coordenadora de assuntos institucionais na Exxon Mobil) e Reinaldo Donadio (head de inovação na Ipiranga), sobre a integração entre as famosas “caixinhas” cada vez mais dia a dia de quem atua em comunicação de marcas. Vale super a leitura como forma de constatação de que já vivemos a convergência!

O marketing de conteúdo é a transformação da comunicação.

É a comunicação do mundo de hoje, em que tudo gira em torno de dados, métricas e busca por resultados. Além de saber escrever e narrar bem, Comunicólogos têm que interpretar gráficos, calcular médias e percentuais,  fazer projeções, dominar planilhas, gerenciar budget, analisar relatórios, entre muitos itens que não faziam parte do escopo de trabalho de jornalistas, publicitários, editores, escritores, e assim de toda a turma de humanas…

O profissional de comunicação sempre teve mais intuição do que razão. Mas, de certa forma, sempre teve também a grande dúvida se uma campanha, de fato, havia conquistado a audiência pretendida. Qualquer aferição costumava vir de pesquisas de grandes institutos com estudos macros e alcances sem muita precisão. Uma boa comunicação era medida de acordo com ferramentas pouco capazes de identificar o verdadeiro target e, muito menos, saber se o mesmo havia consumido a marca. Isso ficou no passado, e nem tão remoto assim.

Hoje, todo e qualquer investimento em mídia ou em comunicação deve ser muito bem planejado e feito sob medida para que o “tiro não saia pela culatra.”  Atualmente, é preciso ser preciso. Não dá mais para acreditar se vai dar certo, é necessário prever todas as investidas e justificar. Ô palavrinha que tem sido um mantra em todas as companhias que prezam e zelam pelo seu, cada vez mais magro, orçamento. Está correto e, nós profissionais de comunicação, também prezamos pelo nosso lugar ao céu.

É aí que o marketing de conteúdo entra perfeitamente. É um misto para quem tem o dom da profissão, mas quer ver resultados factíveis. Isto é, resumidamente, para quem consegue fisgar o peixe” (no caso, o cliente) não pela comida farta e rápida, mas pelo envolvimento e boa história que os profissionais de comunicação sabem fazer como ninguém.

Um passo a passo é sempre bom para seguir e Kotler sabe bem disso, tanto que desenhou um guia com perguntas inerentes a qualquer planejamento de marketing de conteúdo. As respostas, do 1 ao 8, devem ser aplicadas para cada campanha e, esta parte fica por sua conta.

1) Fixação de Metas: O que você quer atingir? Desenvovimento da marca, crescimento em vendas?
2) Mapeamento do Público: Quem são os consumidores e quais são seus anseios? Perfil e personas? Ansiedades e desejos?
3) Concepção e Planejamento do Conteúdo: Qual é o tema e o plano? Formato e mix de conteúdo? Enredo e calendário?
4) Criação do Conteúdo: Quem vai criar? A própria empresa? Terceiros?
5) Distribuição do Conteúdo: Onde será distribuído, em qual canal? Próprio, pago, conquistado?
6) Ampliação do Conteúdo: Como deseja alavancar os itens do seu conteúdo? De que forma criar conversa e usar o boca a boca e influnciadores?
7) Avaliação do Marketing de Conteúdo: Quão bem sucedida foi sua campanha? Atingiu os seus objetivos?
8) Melhorias: É preciso mudar algo, melhorar a distribuição ou ampliar o conteúdo?

Conseguiu responder? Agora mão na massa e coloque em prática. Comece traçando os objetivos e ao executar, nunca esqueça de buscar atingi-los.

Agora lembre-se que este é um processo, portanto, requer tempo para medir,  analisar, comparar. E o interessante é que o marketing de conteúdo permite tentativas e erros, além de ajustes ao longo do caminho, uma vez que não tem uma data programada para o seu fim.

Portanto, se a campanha ainda não tiver atigindo os objetivos, não desanime, porque o marketing de conteúdo é flexível o suficiente para que você possa ajustá-lo aos trilhos, readequando-o de maneira rápida e sem grandes turbulências. Não é incrível?

Por Monica Rodrigues e Reinaldo Donadio

Veja aqui a publicação original.

Por Cecília Seabra

Por Cecília Seabra

Jornalista, consultora, mentora, pesquisadora, docente e apaixonada pela Comunicação. Mãe de gente e mãe de bicho. Atuo há 21 anos na área, com experiência que é resultado de passagem por todos os cargos e funções em agência, gerenciamento de crises, além de coordenação e gestão de comunicação e sustentabilidade em marcas líderes nos seus segmentos.

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