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IDENTIDADE, POSICIONAMENTO PROFISSIONAL E CARREIRA

jul 2021 | Carreira, Comunicação, Estratégia, Gestão, Identidade, Imagem, Reputação, Trabalho

Da graduação a altos cargos, dificuldades são as mesmas. Confira neste post algumas dicas para exercitar seus diferenciais e saber comunicar sua experiência para reforçar sua identidade, seu posicionamento profissional e sua carreira.

Quem é você e quais os seus diferenciais? Se você não foi capaz de responder imediatamente essa pergunta, é hora de refletir sobre sua identidade e posicionamento profissional, e sobre como ambos podem estar desfocando seus planos de carreira. A boa notícia é que a dúvida não é só sua. Isto porque, da mesma forma que uma marca precisa desses elementos definidos para estabelecer uma boa comunicação e atingir seus objetivos de negócios, nós, pessoas, também precisamos.

Ao contrário do que pode parecer, este não é um problema de quem é jovem e ainda pouco experiente profissionalmente. 48% dos profissionais dizem que a maior dificuldade quando o assunto é posicionamento profissional é conhecer o seu potencial e os diferenciais; 24% têm dúvida sobre como contar a experiência; 16%, como estabelecer quais são os públicos e, assim, definir como falar; e 13% patinam na hora de definir a identidade profissional.

identidade posicionamento profissional e carreira

Esses dados vêm de uma pesquisa que eu realizei entre 7 e 10 de julho, com 305 profissionais de 9 grandes empresas dos setores financeiros, mineração, alimentos e telecomunicação, em oito capitais brasileiras. Duas das histórias compartilhadas estão abaixo, no entanto com alguns dados suprimidos para não expor a identidade das pessoas. Elas me autorizaram, porque imaginam que podem inspirar mais gente a prestar atenção no tanto que o tema é necessário.

A falta que faz ter clareza sobre sua identidade no posicionamento profissional

Márcio** entrou há pouco nos 40 anos e tem uma bem-sucedida carreira na área de gestão. No início do ano, após muitos anos na mesma empresa e em posição de alta liderança, foi desligado em uma reestruturação que extinguiu o seu cargo.

“Na minha posição, consigo o que é mais difícil, que são as reuniões e conversas com os executivos que decidem. O problema é que me perdia sobre como organizar toda a minha experiência profissional e focar no que é mais importante para a posição que posso ocupar naquela empresa e que contribuições só eu posso dar”, contou.

Ele achou que o problema era não ter prática em processos seletivos. Só que bastou uma breve conversa para compreender que carreira é algo nosso, ou seja, significa que somos nós quem precisamos saber pelo menos em parte o que queremos — ou o que não queremos, que já ajuda bastante.

Curiosamente, a mesma situação foi relatada por Cláudia**, recém-formada em publicidade e propaganda: “Não sabia como dar forma à minha experiência para ser bem percebida pela pessoa com quem iria conversar para uma posição e me destacar em relação aos demais concorrentes”.

Algo em comum

Por trás das duas histórias está um problema comum: a falta de conhecimento sobre a identidade e o posicionamento profissional aplicado à carreira.

Isto porque desde que eu comecei a atuar em cargos de gestão e, posteriormente, dando aulas na graduação e em MBAs, percebo o quanto é difícil para a grande maioria das pessoas responder objetivamente à pergunta “quem é você e quais os seus diferenciais”. Isto porque ao longo da vida nós focamos nos projetos, nas empresas, nas pessoas (…) e deixamos de lado a nossa carreira.

Nesse contexto, o resultado é pouca clareza e foco sobre como queremos trabalhar e quais as possibilidades que temos para colocar nossos planos em prática. No entanto, saber se comunicar e se posicionar profissionalmente já não é mais um diferencia, e sim mandatório.

E como resolver?

Liderança, comunicação, negociação, criatividade e resolução de problemas estão entre as habilidades mapeadas pelo Fórum Econômico Mundial como mais importantes para o futuro do trabalho, não importa qual a sua área de atuação. Já o LinkedIn, em pesquisa com as cerca de 12 milhões de vagas disponíveis na plataforma, identificou que a comunicação é a mais citada entre as dez habilidades mais valorizadas por empregadores.

Percebam que, atualmente, não é só sobre a técnica, mas sim sobre COMO você a utiliza e O QUE constrói, seja para sua carreira ou para o seu negócio. Por isso, listei neste post algumas dicas para você poder exercitar identidade e posicionamento profissional para a sua carreira.

Assim, vamos trabalhar em três etapas, para uma construção adaptada das técnicas de branding e comunicação de marca.

1. Quem sou eu?

Vamos começar com um exercício: grave um vídeo de no máximo 1 minuto sintetizando quem é você profissionalmente. Depois, assista, listando:

    • Fui capaz de explicar claramente o que eu produzo ou sou capaz de produzir?
    • Fui capaz de comunicar as conexões emocionais que eu desejo despertar em quem convive comigo?

Neste momento, é importante anotar suas percepções, e não deixá-las somente na cabeça, combinado? A cada resposta, você precisa deixar claro aonde quer chegar. Um exemplo: quero despertar confiança nas pessoas com quem convivo, mas me vendo no vídeo minha voz parece relutante e preciso melhorar isto.

2. Meu potencial e diferencial(is)

Nesta etapa, você vai identificar, em texto ou em tópicos:

    • Como/o quê me diferencia?
    • Quais áreas ou temas são de minha propriedade?
    • Quais os riscos, tendências e oportunidades na minha área de atuação.
    • Onde consigo parecer consistente, ou seja, ter densidade, coerência, credibilidade, estabilidade, mostra um conjunto de experiências que atestem o meu discurso?
    • Onde/em quê consigo ser relevante?

Perceba como todos esses tópicos apontam para elementos que vão ajudar você a construir um posicionamento real, e não algo que você terá que interpretar. Significa dizer que estamos o tempo todo falando sobre quem você é!

3. Identidade e posicionamento

Enfim, agora que temos elementos bem definidos, chegou a vez de sintetizar todos esses eles em uma estratégia. Vamos lá?

    • Quais os meus objetivos de carreira?
    • Quem são meus públicos, minhas forças, fraquezas, ameaças, e oportunidades, e quais as tendências na minha área? Perceba que desta forma você será capaz de priorizar que cursos (gratuitos ou não) poderá fazer para construir a experiência de que precisa, dentre outras possibilidades.
    • Como ser eu: equilíbrio de elementos aspiracionais, de personalidade, suas características, representatividade, que relacionamentos tenho ou preciso construir.
    • Meus diferenciais além do óbvio.

Certamente, depois desse exercício, você será capaz de se posicionar de forma muito mais assertiva. Isto porque se conhecerá melhor. Por isso, poderá utilizar seus elementos de identidade como reforço para um posicionamento profissional claro para a carreira que você quer construir, seguir ou fortalecer.

Não é sobre interpretar um personagem

Eu espero que, depois de chegar até aqui, você tenha compreendido que imagem não é sobre interpretar um personagem. Em vez disto, é sobre ser quem você é, com foco no que precisa. Ops… Ceci, você falou em imagem?

Sim, gente, depois de estruturar seu posicionamento profissional, você se comunicará melhor, terá mais facilidade com o seu networking. Esse processo refletirá em uma imagem mais clara e diferenciada. Neste caminho, consistência, coerência e autenticidade serão produto da maturidade com a qual você encara a vida. No caso, com foco para o seu trabalho.

Quer saber mais?

Vem comigo e com a Thais Alves o workshop gratuito Posicionamento, imagem e estratégia de carreira. Inscrições abertas e vagas limitadas. É dia 28/7/21, quarta-feira, às 19h.

Dá uma olhada também no curso Identidade e posicionamento profissional: quem é você e quais os seus diferenciais? As inscrições estão abertas. E por conta do momento econômico eu estendi o lote promocional, com desconto, para você poder aproveitar o tanto de benefícios e, ainda, duas masterclasses incríveis que vou divulgar ao longo da semana.

 

Por Cecília Seabra

Por Cecília Seabra

Jornalista, consultora, mentora, pesquisadora, docente e apaixonada pela Comunicação. Mãe de gente e mãe de bicho. Atuo há 21 anos na área, com experiência que é resultado de passagem por todos os cargos e funções em agência, gerenciamento de crises, além de coordenação e gestão de comunicação e sustentabilidade em marcas líderes nos seus segmentos.

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