Blog da Ceci

Discussões sobre tendências, carreira e trabalho em Comunicação, para pensar e discutir

Como criar conversas com os públicos de interesse

jul 2020 | Conteúdo, Criatividade, Estratégia, Identidade, Imagem, Inovação, Marketing, Mídias, Reputação, Tendência, Trabalho

Ferramentas mil e o desafio de criar conteúdos relevantes em todas elas. Nesse post, vamos falar sobre como direcionar os conteúdos, criar conversas com os públicos que te interessam e priorizar canais. 

É aquela velha diferença entre criar um planejamento como consequência de uma estratégia, ou criar um planejamento e depois não conseguir explicar por que tais ações e investimentos estão sendo propostos. Vamos lá? 

Se você tiver seguido as etapas 1, 2 e 3, anteriores, chegou a hora de curtir o caminho! Se não, vamos bater cabeça. E por quê? Por duas questões conceituais: a primeira, o consumo é determinante na relação entre organizações e seus públicos. Depois, esse comportamento mudou. E com ele, mudou a forma de criar conversas com públicos.

Nova lógica de consumo

Dom Google trouxe para a gente o momento zero da verdade (ZMOT), lá no início da década de 2010. O ZMOT é uma evolução do primeiro momento da verdade, no qual uma determinada pessoa cedia a um call to action após ter sido estimulada por uma comunicação. Ou seja: você vê uma mensagem, consome e, satisfeita, compartilha sua experiência com outras pessoas.

Nós, nesse mundo altamente tecnológico e midiatizado, não agimos mais assim. Somos impactados por uma mensagem e antes de ceder a um call to action, vamos atrás de informação. Isto ocorre porque queremos saber se aquilo é mesmo bom pra a gente, se resolve nosso problema, nosso desejo. E daí a gente se depara com o quê? Com outras experiências, ou, em comunicação corporativês, com a reputação daquele produto ou serviço. 

Ponto para coerência. Ponto para quem fala mais diretamente com todos aqueles que podem ser considerados públicos de relacionamento. Entenderam porque lá no primeiro passo a gente mapeia todos os públicos e seus interesses? Já tendo feito isso, e depois organizado uma estratégia de conteúdo que converse com esses interesses, nossa chance de ser relevante é questão de saber aonde estar para ser encontrado por essas pessoas. 

Esse novo modelo mental de consumo deve orientar nossas ações de comunicação. Ignorar esse contexto é manter o olhar ultrapassado, além de desperdiçar tudo o que a tecnologia pode nos dar de insumos para conhecer e encontrar as pessoas que nos interessam. 

Conteúdo para as necessidades das pessoas

Vamos pensar numa instituição particular de ensino superior, que precisa fazer chegar ao seu público de futuros alunos mensagens que façam com que essas pessoas decidam se matricular nela, em detrimento das outras instituições que têm os mesmos cursos. 

Pensar sob o novo modelo mental de consumo e a lógica midiática como parte da estratégia de comunicação significa criar conversas com os públicos com base no que querem saber. Este poderá estar estruturado num eixo de qualidade acadêmica, caso dados apontem que as pessoas buscam pelo melhor curso numa determinada área. Mas poderá também focar em carreira, caso constatado que as dúvidas são sobre se há ou não trabalho numa determinada área.

Da mesma forma, permitirá saber se devemos priorizar canais proprietários, imprensa, fóruns de discussão, ou outros meios e ações, como eventos, patrocínios, entre outros. Ou se vamos colocar nosso investimento na produção de folders, busdoors, outdoors, ou em vídeos, landing pages, guias, testes e apps… A resposta não está na organização, está na escuta e no conhecimento dos públicos que interessam.

Pronto para praticar?

Essa etapa é a última parte de uma metodologia que posiciona a comunicação para além da função de intermediário ou meio entre a organização e seus públicos: a comunicação como elo entre as demandas da sociedade e os objetivos estratégicos da marca. Vimos aqui a etapa 1: definição de território, a etapa 2: identificação e oportunidades: olhares estratégico e empático,  a 3. conteúdo e posicionamento institucional e essa, a 4. conteúdo para públicos (canais).

Para saber mais, recomendo a temporada 1 do podcast Comunicação nossa de cada dia. Lá, toda segunda-feira de agosto terá um episódio novo com uma das etapas para você perceber melhor como eu faço (depois, atualização também toda segunda, mas com outros temas).

Dúvidas ou bate-papo? Deixa aqui sua mensagem ou então me chama no LinkedIn. E se quiser arregaçar as mangas e estudar mais, dá uma olhada nos cursos que a gente pode organizar.

 

Por Cecília Seabra

Por Cecília Seabra

Jornalista, consultora, mentora, pesquisadora, docente e apaixonada pela Comunicação. Mãe de gente e mãe de bicho. Atuo há 21 anos na área, com experiência que é resultado de passagem por todos os cargos e funções em agência, gerenciamento de crises, além de coordenação e gestão de comunicação e sustentabilidade em marcas líderes nos seus segmentos.

0 comentários

Trackbacks/Pingbacks

  1. Transformação digital e oportunidades para a comunicação - Cecília Seabra - […] para além dos indicadores, as estratégias de comunicação deverão estar orientadas para as jornadas dos públicos de relacionamento, e…

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *